Nesta sexta-feira, 20, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva voltou a ficar da Polícia Federal Isso porque policiais deflagraram operação atrás de pessoas ligadas ao petista - essas poderiam comprovar a influência do companheiro político da presidente afastada Dilma Rousseff, especialmente na tentativa de atrapalhar investigações da Lava Jato - uma delas é um sobrinho indireto de Lula. Taiguara Rodrigues dos Santos é sobrinho da primeira mulher de #Lula e ainda teria ligação com o ex-presidente. Ele foi levado a depôr. Policiais federais querem saber qual a relação dele com o tipo famoso. Acredita-se que Taiguara tenha capacidade de dizer ou provar algo que possa encrencar o petista. 

A operação da PF foi batizada de 'Janus' e tem o objetivo de averiguar contratos de uma empresa pertencente ao sobrinho de Lula com uma das empreiteiras investigadas no escândalo de corrupção da Lava Jato, a Odebrecht.

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Os policias suspeitam que tal empresa teria dado vantagens indevidas. De acordo com uma reportagem da Folha de São Paulo, a empresa investigada é de pequeno porte, mas foi contratada pela Odebrecht, por exemplo, para reformar uma hidrelétrica em Angola. A hidrelétrica recebeu quase 500 bilhões de dólares do Banco Nacional do Desenvolvimento brasileiro, o BNDES. 

O sobrinho do ex-presidente já tinha sido chamado para participar no ano passado de um Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES no ano passado, quando ele foi suspeito de integrar comitivas do tipo ex-presidente em países da África, local onde a hidrelétrica foi reformada pela empresa de Taiguara. Na ocasião, deputados pertencentes ao Partido dos Trabalhadores (PT) chegaram a realizar protestos condenando a condenação. 

A operação Janus não está sendo conduzida por Sérgio Moro, mas pode ajudar a colocar o ex-presidente nas mãos do juiz.

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A Janus é coordenada pelo Ministério Público Federal e investiga supostas influências de Lula para ajudar a Odebrecht. Moro foi vetado de investigar Lula na Lava Jato, que agora tem a condução dessa parte da investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, com o afastamento de Dilma, o ex-presidente foi exonerado do cargo de Ministro e, portanto, não tem mais foro privilegiado, o que faria ele poder voltar para as mãos de Moro.  #Impeachment #É Manchete!