A Câmara dos Deputados não gostou nada da forma como o Partido dos Trabalhadores (PT) e a presidente Dilma Rousseff estão trabalhando a ideia do impeachment no Brasil. A legenda e a presidente afastada chamam uma ação baseada na constituição de "golpe parlamentar". Pior, tem levado isso para fora do Brasil. Nesta quarta-feira, 18, a Câmara teve uma vitória importante contra esse tipo de discurso. O Supremo Tribunal Federal (STF), através da Ministra Rosa Weber, abriu a possibilidade para que os deputados possam chamar Dilma para se explicar sobre a responsabilidade da verborragia política. A informação foi confirmada pelo UOL.

A decisão da Ministro, no entanto, não obriga Rousseff a falar, mas de qualquer forma, dá à ela uma oportunidade para argumentar o porquê chama o impedimento de golpe.

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Ela tem se aliado com instituições internacionais e artistas usando a mesma base de discurso. A companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será notificada nos próximos dias para que responda (se quiser) a ação da Procuradoria Parlamentar da casa dos deputados. O próprio Supremo quer que a presidente afastada esclareça porque está usando uma expressão como "golpe" no discurso. A imagem dessa palavra é muito ruim, especialmente porque o país passou problemas em sua história recente.

Na decisão, Rosa Weber lembra que o impeachment está baseado na lei e que é previsto na constituição brasileira. Além de seguir tudo o que está escrito, o parlamento, o Senado, o próprio STF e outras instituições acompanham de perto o que acontece. A presidente afastada tem até dez dias para enviar uma resposta à Câmara sobre sua justificativa.

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Essa não precisa necessariamente ser pessoal, pode ser enviada, por exemplo, através de carta. 

Não demorou muito para que o parecer fosse um dos temas mais buscados da web. Isso porque a propaganda utilizada pelo PT acabou "colando" com sua base aliada e até em protestos internacionais, como o que aconteceu com artistas do filme 'Aquarius' nesta segunda-feira, 17, no festival de cinema de Cannes.  #Governo #Dilma Rousseff