Deu ruim! O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu novos gastos com propaganda por parte da presidente Dilma Rousseff. A líder petista tinha pedido R$ 100 milhões a mais para serem usados com sua imagem e também com publicidade do governo federal, expondo assim os programas sociais e o que foi feito até agora na sua gestão. A decisão foi assinada pelo Ministro Gilmar Mendes em pleno domingo do Dia do Trabalhador, 1º de maio. Ele é considerado uma personalidade contra Dilma, apesar de nunca ter dito isso oficialmente. 

O G1 procurou o Palácio do Planalto para falar a respeito do assunto. O órgão do governo disse que não comentaria a decisão judicial, pois não tinha sido notificado pelo Supremo.

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A liminar expedida por Gilmar Mendes acabou sendo favorável à ação feita pelo Partido Solidariedade. A legenda procurou a mais alta corte do país na sexta-feira, 29. Nesta data, o partido questionou a medida provisória assinada pela própria presidente durante a semana que estabelecia os novos gastos com publicidade justamente em um momento em que ela passa por um processo de #Impeachment. A companheira política do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva saberá se será afastada ou não pelo Senado no dia 11. 

É bom lembrar que o governo federal ainda não tinha usado o dinheiro para fazer propaganda. Isso porque a Medida Provisória ainda precisava ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias. O Senado, como escrevemos anteriormente, está trabalhando 100% em cima do documento do impedimento, que foi recebido da Câmara dos Deputados com 367 votos.

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Gilmar Mendes, ao assinar a medida, argumentou que a fez em um feriado devido à urgência dos fatos, dizendo que o crédito de R$ 100 milhões deveria ter falado com o legislativo. 

Além dos R$ 100 milhões para propaganda, outros R$ 80 milhões seriam usados na infraestrutura dos jogos Olímpicos, que acontecem no fim do ano pelo Rio de Janeiro. Esse crédito, por enquanto, continua válido. Gilmar Mendes pediu explicações do caso para a Advocacia-Geral da União. O principal advogado do órgão público, José Eduardo Cardozo, está tecendo defesas para Rousseff no Senado. Ele já disse que se ela for afastada continuará na defesa, mas agora como advogado particular.  #Dilma Rousseff