#Eduardo Cunha não está mais na linha sucessória da presidência do Brasil. A decisão foi confirmada por volta das 8 horas da manhã desta quinta-feira, 05, pelo Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Deputado Federal eleito pelo PMDB do Rio de Janeiro, Eduardo Cunha  também foi afastado da presidência da Câmara. Ele também deixa de ser deputado com a decisão, que ainda pode ter recurso por conta da constituição brasileira. Ainda precisaria do Congresso aprovar uma cassação consecutiva do mandato de Cunha. No entanto, ele já deixa de exercer suas funções na casa.

Por volta das 8h40 da manhã, a TV Globo exibia oficiais de justiça indo à residência oficial de Eduardo Cunha, que foi notificado do afastamento.

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Cunha presidiu a sessão que culminou com o prosseguimento do impeachment da presidente da república Dilma Rousseff. A decisão de Teori Zavascki ainda precisa ser confirmada por outros Ministros, o que pode acontecer mais tarde, ainda hoje. Isso porque já havia um julgamento marcado pela questão. O agora ex-parlamentar ainda não se pronunciou sobre seu afastamento. 

A decisão do STF é favorável a um pedido feito pelo procurador-geral da Republica, Rodrigo Janot. Ainda em dezembro do ano passado, ele pediu que Cunha fosse afastado porque estaria atrapalhando a maior investigação já realizada no Brasil, a Lava Jato. Por enquanto, Cunha ainda mantém o foro privilegiado, ou seja, não pode ser julgado por qualquer outra instância que não seja a mais alta corte do país. A manutenção do foro se dá porque a decisão ainda e´em caráter liminar.

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A decisão do Supremo Tribunal Federal já é repercutida em todo o mundo. Sites como o da BBC dão a suspensão do mandato de Eduardo em sua primeira página. 

Ainda nesta quarta-feira, 04,  outra notícia chocou os brasileiros. O vice-presidente da república, do PMDB, ficou inelegível por oito anos. Temer ainda pode recorrer da decisão, pagando apenas uma pomposa multa à justiça eleitoral, no valor de R$ 80 mil. A condenação ocorreu porque ele fez doações acima do máximo permitido para outros candidatos durante a eleição de 2014. #Dilma Rousseff #Impeachment