A Polícia Militar tem realizado ações na comunidade São José Operário, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio, desde que o caso de estupro foi denunciado. Na manhã deste sábado (28), uma operação terminou com um suspeito de participar do estupro coletivo com mais de 30 homens detido.

O suspeito vai prestar depoimento na delegacia. A polícia quer verificar se ele tem envolvimento com o crime. Na operação, dois carros roubados e drogas foram apreendidos. O imóvel usado pelos 33 homens para estuprarem a adolescente foi encontrado na última sexta-feira. Na residência foram encontrados materiais usados para fazer trouxinhas para droga.

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A advogada da menina quer que o delegado responsável pela investigação seja substituído. Segundo ela, Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), deixou a menina se sentindo acuada no último depoimento.

Além do delegado, mais três homens estavam no local e, de acordo com a advogada, ele perguntou se a jovem costumava fazer sexo em grupo, causando constrangimento. Ela também falou que a família da menor está com medo e quer proteção e que até o momento ninguém da Assistência Social fez contato com a vítima e seus familiares.

A Delegacia emitiu uma nota falando que tudo está sendo investigado de “forma técnica e imparcial”. Eles também disseram que a mãe da menor acompanhou o depoimento.

Homem diz que é o responsável pela filmagem

Raí de Souza, de 22 anos, se apresentou com o ex-namorado da vítima, Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, na delegacia, nesta sexta-feira (27).

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Ele não estava entre os suspeitos e disse que teve relação sexual com a jovem de 16 anos, mas consentido. Ele também se responsabilizou pela filmagem da vítima e por ter divulgado na internet.

Segundo ele, ao falar em 30 homens que teriam tido relação sexual com a menina, ele se referia que fez menção a uma música que é famosa na comunidade. Nas filmagens, a garota estava nua e desacordada.

Outra moça, que diz ter tido relação sexual com Lucas na mesma noite e local, no Morro do Barão, na Zona Oeste do Rio, também foi ouvida pela polícia. #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia