Um dos suspeitos de estuprar a menina de 16 anos, que teve vídeo após o crime postado na internet, nega que tenha participado do ocorrido. Raí de Souza, 22 anos, diz que "não houve estupro". O advogado do rapaz admite que o vídeo que rodou a internet foi gravado no celular de seu cliente, mas que ele não foi o responsável por sua divulgação. O advogado diz ainda que houve relação sexual entre a adolescente de 16 anos e Raí, porém que o ato foi consentido. A "situação dos 30 homens", segundo ele, é um "funk" que fala sobre o assunto.

A menina de 16 anos afirma que acordou em local desconhecido com 33 homens que haviam a violentado.

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Na quarta-feira, imagens e vídeos após o ato foram compartilhadas nas redes sociais e o caso tomou grandes proporções. De acordo com Alessandro Tiers, delegado do DRCI, o suspeito admitiu que estava no local do ocorrido, mas afirmou que o traficante Jefferson gravou as imagens em seu celular e compartilhou na rede.

O ato de divulgar imagens de pessoas menores de idade é considerado crime e a pena pode variar entre três e seis anos de prisão. A pena é prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Raí contou a mesma versão que Lucas, tido como namorado da adolescente. Lucas, entretanto, nega que seja namorado da garota. Ele afirma que os dois foram com mais uma amiga para um baile funk no sábado. Em seguida, foram para uma casa abandonada. Raí e Lucas afirmam que, nessa casa abandonada, Raí teve relações sexuais com a vítima, enquanto Lucas teve com a amiga.

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Os dois garantem que nenhum dos quatro havia consumido drogas e que tudo que aconteceu foi consensual.

No entanto, a versão da menina violentada é outra. Ela garante que foi violentada por 33 homens, às vezes até com armas. A adolescente contou que dois homens a seguravam, enquanto outros dois estupravam. A menina diz ter se sentido totalmente indefesa no momento e ter pensado que iam enforcá-la e que iria morrer nessa noite. O advogado do suspeito diz que a menina estava dormindo quando o vídeo foi filmado.

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