Dois homens que aparecem divulgando imagens de uma menina de 17 anos nua na internet foram identificados nesta quinta-feira, 26, pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Rio de Janeiro. Os nomes deles não foram identificados. A polícia agora quer descobrir se realmente a menor passou por um estupro coletivo, já que nas imagens um dos homens diz que ela não aguentou ter relações sexuais com mais de 30 homens. Ele revela ainda o órgão genital da menina sangrando para a câmera, provavelmente de um celular. Movimentos feministas já usam as redes sociais para falar sobre o caso. A hashtag "Hoje não vou ser estuprada' está sendo usada especialmente no Twitter e no Facebook. 

O pai da menina falou em uma entrevista exclusiva ao jornal 'O Globo'.

Publicidade
Publicidade

Muito emocionado, ele contou que a garota passou a noite no setor de ginecologia de um hospital do Rio de Janeiro e que realizou exames no Instituto Médico Legal (IML). "Ela foi num baile, prenderam ela lá e fizeram essa covardia. Bagunçaram minha filha. Quase mataram ela. Estava gemendo de dor", explicou à reportagem. O suposto estupro coletivo aconteceu no Morro do São João, na Praça Seca, no Rio de Janeiro. De acordo com a avó da vítima, ela seria usuária de drogas e tem um filho de três anos. 

A avó da menor de idade contou ainda que não é a primeira vez que a neta some. Ela foi encontrada na rua após a divulgação do vídeo por um dos suspeitos no Twitter. O homem identificava-se como "Michel". No Facebook, dezenas de internautas compartilham o que seria a foto de um dos estupradores e chegam até jurá-lo de morte.

Publicidade

É bom esclarecer que toda a situação está sendo investigada pela polícia e que a justiça não deve ser feita com as "próprias mãos". Por isso, bastante cuidado ao compartilhar imagens dos suspeitos.

Caso você tenha informação concreta sobre o caso, a polícia recomenda que haja um contato com os investigadores. O anonimato é garantido e as informações podem ser feitas também através do 'Disque Denúncia'. No Rio de Janeiro, o telefone da entidade é o (21) 2253-1177. #Crime