Nesta segunda-feira, 02, a Comissão do #Impeachment do Senado recebeu o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, que atua no Ministério Público em união ao Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo da Comissão era ter um parecer técnico do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Em dado momento, ao responder a um Senador, Júlio irritou a base governista da líder petista, que quis saber se ele estava pedindo voto contra Dilma. Ele então explicou que colocaria suas digitais no processo, dizendo que o que está presente no documento é verdade e que de acordo com a legislação, Dilma realmente cometeu o crime, portanto, precisa ser punida. 

Segundo Júlio, a partir de 2014 o governo passou a ter uma contabilidade destrutiva, tentando fazer uma maquiagem dos dados ruins, omitindo assim as informações negativas do erário.

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Ele ainda detalhou o que seriam as pedaladas fiscais, exibindo um gráfico que mostra que os crimes da presidente também foram efetuados no ano de 2015. Ele foi além, acusando a presidente de fraudar as leis para vencer a campanha de reeleição em 2014. O Brasil foi vítima de estelionato eleitoral", detonou. Mesmo com a vitória, no entanto, os crimes das pedaladas continuaram, o que faz o processo de impeachment deste mandato ter base. 

Até o fechamento desta reportagem, por volta das 19h20 no horário de Brasília, a Comissão continuava. Senadores em diversos momentos tentaram interromper a parte do parecer técnico. Nesta terça-feira, 03, a expectativa é que técnicos digam justamente o contrário, que Rousseff cometeu algo trivial na presidência. No dia 06, após ouvir acusação e defesa, o Senado decide qual será o parecer do documento recebido pela Câmara dos deputados, se será favorável ou contra.

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Não importando o posicionamento, a votação do dia 11 continua mantida. Ela é a mais importante até agora.

Neste dia, os congressistas decidem se o processo será literalmente aberto, ou seja, se haverá ou não a investigação, que pode demorar até 180 dias. Para que Dilma seja afastada são necessários pelo menos 41 dos 81 votos dos Senadores. #Dilma Rousseff #Crise