José Eduardo Cardozo virou um dos nomes mais falados durante o processo de impeachment da agora presidente afastada Dilma Rousseff. Um dos principais defensores da petista, ele ainda acumulava uma função pública, a de Advogado-Geral da União, o que teoricamente colocava Cardozo a serviço de todos os brasileiros. De acordo com uma reportagem do site da revista Veja publicada na noite desta sexta-feira, 20, o governo do presidente em exercício #Michel Temer está investigando Eduardo formalmente. A conduta durante a defesa de Dilma no impeachment será apurada. A Sindicância, segundo a Veja, foi aberta já na quarta-feira, 18. Coube ao novo Advogado-Geral da União, Fábio Medina Osório, realizar a medida.

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Curiosamente, Cardozo reapareceu nessa sexta durante um evento sobre justiça em Santa Catarina. Ele sentou ao lado do Novo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. O Ministério já foi ocupado por Eduardo em um passado recente. Ele se afastou do cargo pouco tempo antes de entrar na advocacia-geral da união.

A Sindicância é baseada no fato de que um representante do governo ter dito que o processo de impeachment da presidente Dilma de golpe. A tese foi defendida na frente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, o que é considerado uma afronta às instituições, especialmente sabendo do fato do cargo ocupado pelo defensor da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a investigação, o Advogado-Geral da União não pode jamais manchar a imagens de instituições e dos poderes constituídos no país.

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A defesa do advogado é vista como pautada em uma suposta conspiração de tudo e todos contra Dilma. 

Suposto crime

"A defesa de Cardozo foi criminosa. Esse discurso jamais poderia ter sido feito por um advogado da União", explicou à Veja Medina Osório, que disse que Cardozo terminou com a dignidade do órgão e cometeu crime de responsabilidade ao inventar um falso golpe do país. Agora o ex-gestor da advocacia terá que se explicar formalmente. Como condenação, ele pode perder o direito, por exemplo, de exercer novos cargos públicos no futuro. #PT #É Manchete!