A presidente afastada Dilma Rousseff pode perder boa parte dos direitos que à ela foram concedidos pelo presidente do Senado Renan Calheiros. A informação foi publicada neste sábado, 21, pelo jornal carioca 'O Globo'. De acordo com a publicação, o Palácio do Planalto já estuda se vai manter ou não os direitos da petista. Ela hoje tem 35 assessores, alguns deles com os salários mais altos do gabinete da presidência. Esse tamanho, no entanto, deve diminuir. Isso porque a Casa Civil deve argumentar que os funcionários de Rousseff são, na verdade, da presidência. Portanto, boa parte deles deve retornar ao poder do presidente em exercício #Michel Temer, do PMDB. 

Além dos 35 assessores pessoais, a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem à sua disposição só no Palácio do Planalto outros 120 profissionais.

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E tem de tudo para a petista poder viver no conforto de quase um hotel de luxo: arrumadeiras, seguranças, equipe médica, garçons e cozinheiros. Outra polêmica que envolve o afastamento de Rousseff é o uso dos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). De acordo com O Globo, a equipe de Temer pensa em limitar as viagens da petista, que quer ir por todo o Brasil e até ao exterior para fazer o que chama de "denúncia ao golpe". 

A Força Aérea Brasileira chegou a negar o uso de um helicóptero para a presidente afastada ir do Palácio do Planalto até à base aérea de Brasília. Discute-se a possibilidade do que for gasto durantes as viagens depois ser pago pelo Partido dos Trabalhadores (PT), assim como o que ocorre durante as campanhas eleitorais. 

Enquanto isso, Rousseff terá até dez dias para explicar porque não para de dizer que o impeachment é um "golpe" e que Michel Temer é um "conspirador" e "usurpador".

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A decisão foi dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedidos da Câmara dos deputados. Ela, no entanto, ainda não é obrigada a fazer esse tipo de defesa, diferente de José Eduardo Cardozo, acusado pela Advocacia-Geral da União de cometer improbidade administrativa. Ele pode como pena nunca mais poder ocupar cargo público.  #Dilma Rousseff