O presidente em exercício, Michel Temer, do PMDB, disse em entrevista a jornalistas nesta terça-feira, 24, durante anúncio das propostas de meta fiscal que "está sofrendo agressões psicológicas". A declaração ocorreu pouco depois do então Ministro do Planejamento, Romero Jucá, ser licenciado do cargo após a divulgação de um polêmico áudio em que ele tramaria contra a Lava Jato, principal investigação em andamento no país. Jucá nega qualquer trama negativa e disse que estão fazendo juízo de valor dele antes da hora. Ele revelou que estava tirando licença do cargo para facilitar as investigações e ter poder maior de apoiar #Michel Temer no Senado.

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No novo discurso, o peemedebista ainda indicou que Deus deu a ele uma grande missão de ajudar o Brasil e que recuará ou mudará decisões quando isso for necessário, pois o importante é ajudar o Brasil. Ele ainda afirmou que não dará atenção para esse tipo de pressão, pois estaria mais focado em "pacificar o país". O presidente em exercício disse ainda que a interinidade do #Governo não significa que o "país deve parar" e se comprometeu a "trabalhar pelo país". A entrevista foi dada pouco antes do peemedebista começar a discutir sobre a nova meta fiscal com os Congressistas brasileiros. 

Temer: "Ninguém quer barrar investigações"

Antes de falar sobre as propostas de nova meta fiscal brasileira, o homem que está no poder do governo brasileiro há puco mais de dez dias fez considerações sobre o governo, chamando-as de preliminares.

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Em uma delas, disse que e "nenhuma medida será tomada sem concordância da sociedade" e que "ninguém quer barrar investigações". O discurso acontece depois de muitas polêmicas nesse início de gestão. Além do áudio envolvendo Romero Jucá, o peemedebista vivenciou dias tensos após a extinção do Ministério da Cultura. Artistas fizeram protestos e até ocuparam prédios públicos em diversas cidades brasileiras. Temer disse que quer "cumprir uma missão que Deus colocou em sua frente". E lembrou que está há apenas poucos dias de governo.