Verdade ou não, a notícia que marcou os últimos minutos da noite de sexta-feira, 20, foi a coluna de Reinaldo Azevedo, da Veja. O colunista afirmou que o presidente Michel Temer negociou o rombo de quase R$250 milhões do MinC e deve quitar à dívida no estilo crediário: em cinco vezes. A suposta negociação foi realizada com o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Mudança e insatisfação de artistas

A pauta cultura nunca foi extinta como muita gente saiu dizendo por aí, mas por uma questão financeira, a cultura foi transformada em uma secretaria que voltou a atuar junto à educação, retomando a sigla extinta pelo PT, MEC (Ministério da Educação e Cultura).

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Entretanto, artistas famosos e anônimos acharam que transformar o setor em uma secretaria foi o mesmo que ‘baixar o nível’ da cultura, não lhe atribuindo grande importância, tão pouco prioridade.

Vale lembrar que vários artistas que invadiram vários prédios da Funarte pelo Brasil á fora, deixaram claro que sua luta não é pela volta do MinC, mas sim pela volta de Dilma e mesmo que Temer viesse recuar na decisão, eles não abandonariam os protestos até que o suposto ‘golpe’ deixasse de existir e Dilma pudesse voltar a quebrar o país. Se é que isso ainda é possível.

Culpa da Rouanet?

A postura dos artistas inconformados com o fim do MinC foi repudiada, inclusive, por outros artistas, como Alexandre Frota, Regina Duarte, entre outros. Muitas pessoas acreditam que o motivo principal da defesa à volta do ministério seria a Lei Rouanet, que visa incentivar a produção de cultura nacional através de filmes, peças e shows, onde projetos são aprovados para que patrocinadores os banquem, possuindo como ‘prêmio’ isenção de impostos.

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Entretanto, a maior parte dos contemplados com um projeto aprovado cm base na lei são pessoas famosas, bem sucedidas, que não precisam de patrocínio milionário para bancar seu trabalho ou que simplesmente conhecem alguém que pode ‘facilitar’ a aprovação. O artista anônimo raramente consegue se beneficiar da lei.

Reclamação a nível internacional

Na última terça-feira, 17, a equipe do filme nacional Aquarius realizou um protesto em Cannes, acusando o Brasil de estar realizando um golpe à democracia. Após a repercussão, a atriz Sônia Braga, que não vive no Brasil há muitos anos, justificou que o problema do Brasil não é o pobre, mas sim as pessoas ricas.

A atriz tentou fazer alusão a fala de sua personagem no filme, mas acabou ‘dando um tiro no próprio pé’, pois a frase repercutiu de maneira negativa nas redes sociais e só ampliou a ideia de boicotar o filme quando for lançado no Brasil.

Se Temer realmente retomar com o Ministério da Cultura apenas uma semana após decidir extingui-lo, como você acha que ficará a imagem do presidente? Frágil ou mais forte? Opine deixando um comentário. #Protestos no Brasil #Michel Temer #Crise-de-governo