A extinção da TV Brasil teria entrado no radar do #Governo do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. A informação foi publicada nesta quarta-feira, 18, pela colunista Dora Kramer do jornal 'O Estado de São Paulo'. A TV Brasil é o elo mais caro e mais conhecido da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), uma espécie de grupo de comunicação que pertence a todos os brasileiros, pois é gerido com dinheiro público. A EBC, no entanto, tem problemas de "popularidade", atingindo números muito baixo em relação ao seu investimento alto, cerca de R$ 750 milhões anuais. 

A TV Brasil, por exemplo, teve sua criação oficial em 2008, quando juntou diversas TVs públicas que já existiam, como a TV Escola do Rio de Janeiro.

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O objetivo da emissora era ser um braço de caráter público para os brasileiros. O problema é que o canal agora é acusado de defender o Partido dos Trabalhadores (PT). A acusação acontece porque algumas manifestações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff chegaram a ser exibidas ao vivo e praticamente na íntegra, coisa que os demais canais só fizeram com flashes. Além disso, durante a cobertura, alguns repórteres chegaram a chamar os protestos de contra o "golpe" e não contra o impedimento. 

Com o gasto de quase R$ 1 bilhão por ano, a TV Brasil não conseguiu sair do traço do Ibope. Em raras oportunidades, justamente quando fez coberturas tradicionalmente realizadas pelas emissoras particulares, o Ibope foi alto, como o que aconteceu no desfile das escolas campeãs do Rio de Janeiro durante o Carnaval deste ano.

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Recentemente, Temer mandou exonerar o presidente da entidade, Ricardo Melo, que ainda tinha quatro anos para ficar no cargo. Ele entrou na justiça para tentar retomar o posto. 

Caso a ideia da extinção da TV Brasil se concretize, os funcionários servidores continuariam trabalhando, mas fazendo produção de conteúdo para agência de notícias da EBC. Dilma chegou a publicar no seu Facebook oficial uma mensagem de repúdio à exoneração de Ricardo Melo, mas por enquanto, essa não foi revertida.  #Michel Temer