O Jornal Extra divulgou conversas no Whatsapp do delegado Alessandro Thiers, afastado do caso do estupro coletivo da jovem de 16 anos, no Rio de Janeiro, nas quais ele afirma que na entrevista que a vítima deu ao Fantástico ela parecia outra pessoa e que ele tem certeza que não houve estupro, pois ela consentiu em se relacionar sexualmente com as pessoas supostamente envolvidas. Também lembrou que segundo seu depoimento ela não havia bebido nem usado drogas. O único #Crime seria a divulgação do vídeo, já que a vítima é menor de idade e haviam imagens pornográficas envolvendo a menina.

Para ele, os 33 homens que ela relata no depoimento como a quantidade de agressores, nada mais é do que uma alusão a um vídeo de funk, onde o autor relata que engravidou mais de 30 mulheres.

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O delegado começou a investigar durante o depoimento da garota se ela conhecia algumas das pessoas envolvidas no suposto crime e se tinha alguma ligação com eles, ignorando o fato de que pessoas conhecidas também podem abusar sexualmente de mulheres. Mesmo que a vítima frequentasse o local e tivesse amizades ou algum tipo de relação com os envolvidos, o crime de violência sexual pode ter ocorrido da mesma forma, e a prova disso é o próprio vídeo. Porém, para Thiers, o fato dela conhecer intimamente os envolvidos e frequentar o local pode indicar que ela estava mentindo e que não houve abuso sexual.

Ele tem certeza que a menina consentiu o ato sexual em grupo e que a advogada da vítima a tenha influenciado para que ela inventasse uma versão de estupro para o que ocorreu. Embora ele tenha feito todas essas declarações, a delegada que assumiu o caso caracterizou o ocorrido como crime de estupro, pois o fato dela frequentar a comunidade e conhecer os envolvidos não isenta a possibilidade de ocorrer algum tipo de violência, inclusive declarou em entrevistas que isso é muito comum na comunidade, onde os traficantes estupram meninas que moram no local.

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Foram esses os motivos que fizeram com que o delegado fosse afastado do caso, pois ele ignorou os fatos apresentados pela delegada, que são provas cabais de que realmente houve estupro - que são o vídeo e o depoimento da vítima, ouvida de forma imparcial e respeitosa.  #Casos de polícia