Bandidos que seriam supostos traficantes começaram uma enorme ofensiva nas redes sociais para tentar difamar uma menina vítima de estupro coletivo no Rio de Janeiro. O caso que envolveria 33 homens violando uma menina de 16 anos chocou o Brasil e o mundo. A adolescente não terá seu nome divulgado a pedidos da polícia, mas ela já tem mais de 160 mil seguidores em seu perfil no Facebook, no qual pedem para pararem de julgar-la. Depois de ser obrigada a fazer sexo com dezenas de homens, a garota agora é difamada na internet por criminosos, que dizem que ela fez tudo porque quis. 

O material grotesco foi entregue aos investigadores, que até este sábado, 28, ainda não haviam solicitado qualquer prisão preventiva referente ao caso.

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Fotos vinculando a garota ao tráfico foram espalhadas nas redes sociais. À polícia, ela negou que conhecesse qualquer um dos envolvidos, o que acabou com a primeira tese, de que seria o então namorado dela a organizar o #Crime acreditando em uma traição da garota. Outro homem, que gravou e divulgou o vídeo disse que o sexo foi consentido e aconteceu com três "caras" e não 33. Ele revelou ainda que a frase dita no vídeo, de que ela ficou grávida por mais de 30 é uma letra de funk conhecida. 

No áudio que correu as redes sociais, no entanto, criminosos já dão outra versão, dizendo que a garota aceitava fazer sexo grupal para ter drogas e que apenas dessa vez ela não teria aguentado. Um dos traficantes, inclusive, diz que se ela fosse realmente ali obrigada eles a teriam matado, já que foi tudo exposto na internet e 36 homens estariam envolvidos. 

É exatamente pela confusão de informações que a polícia está tendo extremo cuidado com o caso.

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Em uma coletiva realizada nesta quinta-feira, 27, o delegado responsável pelo caso disse que a Polícia não pode se basear em boatos e só em "disse-me-disse". Ele revelou que há indícios fortes de que houve um estupro, mas esse seria confirmado por exames médicos. Além disso, precisaria ficar claro como aconteceu o crime e quantas pessoas estão envolvidas no caso.  #Investigação Criminal