O senador Romero Jucá, eleito pelo PMDB de Roraima, voltou aos trabalhos no Congresso nesta terça-feira, 24, após ter sido exonerado do cardo de Ministro do Planejamento do #Governo do presidente em exercício #Michel Temer. Romero foi ao Plenário, onde afirmou que não cometeu qualquer crime, citando as gravações que provocaram sua saída do Ministério. De acordo com Jucá, ele é quem pediu para deixar a pasta e não foi Temer quem solicitou sua saída. "Não cometi nenhum ato de irregularidade.", começou ele a se explicar em seu discurso transmitido ao vivo pela TV Senado. 

Temer não teria concordado com saída de Ministro, que pediu 'própria cabeça'

"O presidente Michel Temer pediu que eu continuasse no ministério, mas eu entendi que, para que as coisas sejam esclarecidas e evitar exatamente esse tipo de manifestação atrasada, irresponsável e babaca de algumas pessoa", disse Romero Jucá, que ainda afirmou que já encaminhou ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, uma solicitação de explicações sobre o áudio que foi divulgado nesta semana.

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Para Senador, gravação não revela crime, mas ele quer posição de Rodrigo Janot

De acordo com o político, a gravação aconteceu sem o seu conhecimento. Ele ainda questionou que quer saber se cometeu algum crime ou não por conta da sua conduta. Romero Jucá aproveitou ainda o espaço para revelar que se afastou do Ministério do Planejamento até que a Procuradoria Geral da República desse alguma resposta sobre o caso. Segundo Jucá, assim que a entidade se posicionar, ele voltaria para o Ministério. 

Campanha negativa de 2014 foi lembrada durante discurso

Em outro trecho do discurso, ele negou que tenha quisto atrapalhar a principal investigação no Brasil, a Lava Jato. A apuração é conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro. Romero Jucá ainda repudiou a tese de golpe utilizada pela presidenta afastada Dilma Rousseff durante seus discursos sobre o impeachment.

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De acordo com o ex-Ministro do Planejamento, Rousseff foi quem cometeu o "golpe", mas durante as eleições. Ele citou a chamada campanha do "medo" que a líder petista utilizou durante o pleito de 2014. Na campanha, Dilma e o Partido dos Trabalhadores (PT) fizeram um marketing negativo contra os demais candidatos, especialmente Marina Silva, que fazia parte do PSB. Atualmente, ela está na Rede.