Nesta quarta-feira, 04, mesmo que de forma não muito direta, a presidente da república Dilma Rousseff comentou pela primeira vez a ação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abra um inquérito contra ela e diversas personalidades da política. O inquérito é baseado nas delações premiadas do Senador Delcídio do Amaral, atualmente sem partido, e na nomeação do ex-presidente da república, Luiz Inácio da Silva, para o Ministério da Casa Civil dias após o Ministério Público de São Paulo solicitar a prisão preventiva do político. Dilma, Lula e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que defende Dilma do #Impeachment, são acusados de obstruir a operação Lava Jato - comandada pelo juiz federal Sérgio Moro. 

De acordo com Dilma, as delações de Delcídio são mentirosas.

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Ela aproveitou um evento de lançamento do Plano Safra, mais uma vez voltado para uma plateia de apoiadores, para criticar as delações do Senador que agora sofre um processo de Cassação e pode perder o mandato. Apesar de criticar Delcídio, a presidente não usou o tempo do seu discurso para se defender ou pelo menos tentar explicar sobre as suspeitas que são feitas contra ela. A líder petista chamou de estranho o fato da denúncia ter aparecido agora, dias antes da votação do processo do impeachment, marcada para o dia 11 no Senado. Até o momento, segundo um gráfico produzido pelo Estadão, 50 Senadores já avisaram que votarão a favor do impeachment. O número mínimo de votos para o afastamento é de 41 votos. Ao todo são 81 congressistas no Senado.

"O senador Delcídio tem a prática de mentir e isso ficou claro ao longo de toda essa questão relativa a sua prisão a partir das gravações", disse a líder governamental do Brasil, que acusou assim até mesmo os Ministros do Supremo, que autorizaram as delações.

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Ela disse ainda que está consciente de que tudo não passa de uma mentira. Para Dilma é necessário que se comprove os fatos ditos contra ela. Quem apoiou a líder do Partido dos Trabalhadores (PT) foi a Ministra da Agricultura Kátia Abreu, que também estava no evento.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo