O caso da jovem de 16 anos que teria sido estuprada por 33 homens chocou o mundo, na última semana, e continua sendo investigado, passando por altos e baixos. Até mesmo a ONU pediu justiça, recomendando que jamais culpassem a vítima, além de intolerância em relação a toda e qualquer tipo de agressão a mulheres.

Segundo a Folha, a Polícia Civil no Rio de Janeiro diz não saber se realmente houve estupro - mesmo após a menor de idade ter prestado depoimento, afirmando ter sido, sim, violentada. Além da garota ter relatado que estava completamente inconsciente e acordado com mais de 30 homens em cima dela, há o vídeo vazado na internet, onde a vítima é exposta, desacordada, nua, ao redor de homens bolinando seu corpo, além de fotos.

Publicidade
Publicidade

Há, até mesmo, "selfie" de um homem rindo ao lado das partes íntimas da moça, que, aparentemente, estavam machucadas e sangrando.

Nesta sexta-feira (27), a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) ouviu depoimentos de mais três pessoas envolvidas: o jogador Lucas Perdomo, 20, que seria o namorado da vítima, Raí Souza, 18, o dono do celular onde foi gravado o vídeo e registradas as fotos e uma garota que, supostamente, estava presente na noite do ocorrido.

Lucas Perdomo disse estar com outra menina naquela noite, na mesma casa, enquanto Raí Souza admitiu que teve relações sexuais com a adolescente, mas negou estupro e abuso. 

Alessandro Thiers, o delegado titular da DRCI, confirma estar investigando o caso, mas ainda não sabe se houve estupro. Ele disse que a polícia não pode ser leviana de comprar a ideia de estupro coletivo, e que estão averiguando se ela estava dopada e houve consentimento.

Publicidade

Ele também afirma que a polícia carioca só pedirá algum tipo de prisão se for comprovado o crime e se houver necessidade.

Apesar da incerteza quanto à #Violência sexual, o delegado confirma a existência do crime de exposição de cenas pornográficas e íntimas da menina, o que, segundo o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), pode gerar pena de 3 a 6 anos de prisão, porém, afirma que não é possível saber quem foi o autor da distribuição do vídeo, já que o dono do celular relatou que não foi ele o responsável.  #É Manchete! #Casos de polícia