Desde o anúncio Brasil como país sede das Olimpíadas deste ano, a mesma questão ficou na cabeça da maioria da população: conseguiria o país se preparar para o maior evento esportivo do mundo? Agora, faltando menos de 100 dias para a data de abertura dos Jogos, as principais obras prometidas na cidade-sede, o Rio de Janeiro, seguem indefinidas, como o Velódromo e a Linha 4 do metrô.

Equanto algumas obras paralisaram por conta do envolvimentos das construtoras no escândalo de corrupção da Lava-Jato, outras chegaram a ser entregues e dadas como finalizadas mesmo estando, na verdade inacabadas. A queda de um trecho da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, aponta para muitos especialistas a fragilidade nas obras que envolvem os Jogos Olímpicos.

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Uma das obras fundamentais para a mobilidade no Rio de Janeiro, a Linha 4 do metrô, considerada a maior obra urbana em execução na América Latina, ainda não é uma realidade. Em entrevista à Revista Veja no último mês o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ressaltou que a expectativa é de entregar a obra em julho, porém não há data definida. A obra do Velódromo, segundo Paes, é a que mais preocupa, já que  sua inauguração estava prevista para o ano passado.

Somados investimentos públicos e privados, a Olimpíada do Rio deve ultrapassar o custo de R$ 40 bilhões. Além do atraso nas obras outras preocupações rondam o evento: o zika vírus, as suspeitas de possíveis ataques terroristas e a instabilidade política e econômica que o país vive. Outra promessa para os Jogos que deixa uma sensação de fracasso das autoridades é a limpeza da Baía de Guanabara, que, assim como tantos outros projetos, ficará apenas como uma recordação no papel.

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Mortes

Recentemente, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro apresentou um relatório em que contabiliza onze mortes de trabalhadores em obras dos Jogos Olímpicos. Em uma comparação com os Jogos de Londres em 2012, o relatório destacou que nenhuma morte ocorreu na ocasião. Já em comparação com a Copa do Mundo de 2014 o número foi ultrapassado, visto que o evento de futebol registrou oito mortes. Uma das obras em atraso, a Linha 4 do metrô, foi a que obteve o maior número de óbitos: três. #Rio2016