Após serem publicadas na internet imagens de um estupro sofrido por uma adolescente de apenas 16 anos em uma comunidade da Zona Oeste carioca, diversos movimentos sociais se solidarizaram com a jovem e começaram a levantar campanhas para combater esse tipo de #Crime.

Um dos primeiros foi o movimento feminista, que levou pessoas para as ruas para protestar contra a cultura do estupro e já tem marcadas passeatas pelo país na próxima semana. Atualmente, usuários das redes sociais também podem trocar as fotos de perfil em apoio à jovem, que não pode ser identificada a pedido da Delegacia de Crimes de Informática da cidade carioca.

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A adolescente é mãe de uma criança de três anos, e chegou a postar na internet uma mensagem de agradecimento às pessoas, apesar de também ter recebido críticas e até ameaças de morte.

Quem também decidiu 'colocar a boca no trombone" foi o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-Rio), que é conhecido por falar sobre assuntos polêmicos como o fim do estatuto do desarmamento e ser contrário à união de casais homoafetivos. O militar postou um vídeo em seu Facebook falando sobre seu apoio à castração química de pessoas que tenham cometido estupro. Nas imagens, Bolsonaro fala sobre como seria feito isso.

 

"Algumas pessoas falam que machismo mata e que nós deveríamos ensinar os homens a não matar as mulheres. Que lindo. Outro aqui fala que devemos ir pelo lado negocial: arranjar acompanhamento especializado para mulheres estupradas.

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Uma terceira diz que a culpa é dos políticos, que dizem abertamente que mulheres devem ser estupradas. Tenha vergonha, aponte os políticos", fala o parlamentar.

"O estupro não é admitido nem entre bandidos. Quando um estuprador é surpreendido em uma comunidade ele é simplesmente linchado. Quando é preso, ele pode ser abusado ou ser executado. Nós temos que agravar pena para estupro. Um dos projetos que tenho só permite que o acusado tenha progressão da pena se ele se voluntariar à castração química", explica o deputado.

Na internet, muitas pessoas consideram absurda a proposta de Bolsonaro.

  #Investigação Criminal #Casos de polícia