Um homem foi preso no fim da manhã deste sábado, 28, suspeito de ter participado do estupro coletivo de uma menina de 16 anos. O caso aconteceu no Morro do Barão, na Praça Seca, Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A prisão ocorreu depois de um tiroteio na  região. Mais de 70 Policiais militares do Grupo de Ações Táticas participaram da operação. Houve troca de tiros, segundo consta uma reportagem do jornal 'O Estado de São Paulo'. Não há informações sobre mortos ou feridos. O suspeito preso não teve o nome identificado. Ele diz que não tem qualquer participação no #Crime contra a jovem que chocou o país e o mundo.

Drogas, roupas e objetos no local onde aconteceu o estupro coletivo (supostamente com 33 homens) foram recolhidos pelos policiais.

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Deve ser feita uma perícia nos objetos para tentar identificar se existe DNA da garota e dos supostos criminosos que a violaram. Nesta quinta-feira, 28, a menina deu um novo depoimento ao delegado que cuida do caso, Alessandro Thiers.

A advogada da adolescente, Samy, disse que o profissional foi machista durante a conversa com a jovem e pediu a saída dele do caso. Ela revelou que o delegado perguntou se a menina tinha o costume de fazer sexo grupal. A profissional ainda não sabe se continuará no caso. Samy foi presa no passado pelo mesmo delegado por suposto envolvimento com Black Blocks durante manifestações pela redução dos preços nas passagens de ônibus no Rio de Janeiro. 

Um jovem identificado como Raí também esteve na delegacia. Ele confirmou que fez o vídeo e divulgou as imagens nas redes sociais, mas que não houve qualquer estupro.

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O ex-namorado da jovem também falou com os policiais e disse que a expressão "mais de 30" gravada nas imagens seria uma referência à uma letra de funk. Uma outra adolescente também foi ouvida. Os depoimentos foram confrontados com a adolescente.

O Ministro da Justiça, o presidente em exercício Michel Temer, Dilma Rousseff, a Organização das Nações Unidas e a Ordem dos Advogados do Brasil solicitaram que o caso seja resolvido de maneira rápida.