A Polícia Civil do Rio de Janeiro tenta desvendar os segredos por trás de um estupro coletivo que aconteceu na semana passada no Rio de Janeiro. Uma adolescente de 16 anos foi estuprada por 33 homens. Nesta terça-feira, 31, investigadores voltaram a fazer uma operação no 'Morro do Barão', comunidade localizada em Jacarepaguá, onde o #Crime aconteceu. A região fica na Zona Oeste do município. Na operação, dois colchões com sangue foram apreendidos. A informação foi confirmada pelo jornal 'Folha de São Paulo'. 

Um dos colchões é o que aparece no vídeo que foi imensamente compartilhado nas redes sociais. Um homem mexe na vagina da adolescente e diz em seguida que ela "engravidou" por mais de 30.

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Raí de Souza, de 22 anos, em seu primeiro depoimento confirmou que seria ele quem gravou e divulgou as imagens. No entanto, após ser preso pela Polícia ele mudou a versão, colocando a culpa em "Jeffinho", um traficante da região. Ele nega que tenha ocorrido um estupro coletivo com a menor de idade na comunidade.

Exames não indicam estupro

Segundo Raí, depois da noite do suposto crime, a adolescente voltou à comunidade atrás de um telefone celular. Ela ficou sabendo desse dia do vídeo e não ligou. A família da menor de idade só ficou sabendo das imagens quase uma semana depois dela ter sido gravada. Por conta da demora da descoberta, o exame de corpo de delito realizado no Instituto Médico Legal (IML) pode ter sido inconclusivo. Isso porque não foram encontradas marcas de violência e sangue na jovem.

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Proteção para a adolescente

A menina agora está no Programa de Proteção à Vítima e pode ser retirada do estado do Rio de Janeiro. Raí de Souza explicou aos policiais que a menina estava menstruada, por isso, eles encontrariam marcas de sangue no local. Os policiais já fizeram diversas incursões na comunidade. Depois do estupro coletivo, moradores da comunidade chegaram a fazer manifestações contra o trabalho da polícia e dizendo que não houve um estupro realizado com trinta e três homens.