Desde quarta-feira, 25, a internet não fala de outro assunto. O estupro de uma menina de 16 anos chocou todo o país e repercutiu até no mundo. O caso estarrecedor virou um fenômeno de audiência na internet. Durante os últimos três dias, a ferramenta Google Trends, que exibe a busca de assuntos na web, colocou o tema sempre entre os dez mais pesquisados. No fim da noite desta quinta-feira, 26, o assunto estava entre cinco dos dez temas mais buscados. Isso porque muitos outras questões em torno do #Crime que aconteceu no Rio de Janeiro foram levantadas. O vídeo também foi o mais pesquisado.

No Youtube, por exemplo, várias publicações estão na casa dos milhões de acessos.

Publicidade
Publicidade

A matéria mais lida sobre esse assunto publicada nesta coluna teve em menos de 48 horas mais de 1,2 milhão de usuário únicos da internet. Número maior do que a população da maior parte das cidades brasileiras, inclusive, das capitais. O enorme interesse na barbaridade está causando problemas para polícia. Isso porque muita gente acabou compartilhando o próprio vídeo, sem qualquer artifício ou cuidado para não expôr a vítima. Isso também é crime.

Além disso, afinal, porque as pessoas fazem questão de ver o vídeo? Não já é estarrecedor o suficiente saber que um estupro coletivo envolvendo uma menina e mais de 30 homens aconteceu em uma comunidade carente do Rio de Janeiro? Alguns canais de televisão chegaram a exibir trechos da publicação que mobilizou o Twitter. Um dos supostos criminosos postou imagens da menina desacordada.

Publicidade

Um homem exibe o órgão genital dela sangrando. 

Pior do que ver foram aqueles que fizeram piadas com o ocorrido, mas será possível rir de algo tão grave? A mídia sempre funciona de acordo com a expectativa do público e vice-versa. Tanto é que até veículos de comunicação de todo o mundo trazem essa triste informação sobre o Brasil em primeira página. A gente espera não ter que noticiar barbaridades como essa no futuro. Estamos no século XXI e não é possível que esse crime fique impune.  #É Manchete!