O Sindicato de Delegados de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sindelpol-RJ) criticou a atuação da advogada Eloísa Samy, que cuidava do caso da adolescente estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Neste domingo, 29, a entidade divulgou um texto repudiando a profissional e suas declarações. De acordo com o Sindelpol-RJ, Eloísa deu depoimentos impertinentes, além de oportunistas sobre a advogada. Em 2014, ela teve a prisão preventiva expedida pelo delegado a quem chamou recentemente de machista. Mais à frente dessa reportagem, lembraremos o caso. 

A entidade disse ainda que repudia qualquer forma de "ingerência" nas investigações de um caso que chocou o Brasil e o mundo.

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A entidade ainda recebe o apoio do SindiPF-RJ, Sindicato de Delegados Federais do Rio de Janeiro. O comunicado de repúdio foi expedido um dia depois da advogada solicitar a saída de Alessandro Thiers das investigações sobre o estupro de sua então cliente. A família da jovem solicitou que Eloísa Samy saia do caso. No Facebook, a advogada confirmou que foi dispensada e que a avó da menina agradeceu bastante à sua atuação. 

Também neste domingo, o titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Alessandro Thiers, teve sua saída da apuração do estupro confirmada. A garota também confirmou que o delegado estaria tentando acusá-la durante os depoimentos, enquanto sua advogado o chamou de machista e misógino. O caso agora está sendo coordenado pela Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

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De acordo com a Polícia Civil, a troca foi para evitar qualquer nova queixa e para dar o melhor tratamento possível para a adolescente. 

Os sindicatos que assinam a nota repudiando a advogada lembram que a biografia dos então titulares das investigações são irretocáveis. Eloísa Samy, no entanto, protagonizou uma enorme polêmica durante manifestações no Rio. Ela foi acusada de ´participar do grupo "black bloc". Com a prisão preventiva solicitada por Alessandro Thiers, ela tentou asilo político no consulado do Uruguai. O asilo não foi dado, mas a advogada conseguiu responder ao suposto #Crime em liberdade.  #Investigação Criminal