O Rio de Janeiro praticamente parou após a divulgação de um suposto abuso sexual. Um vídeo publicado no Twitter mostra uma garota desacordada e dois homens zombando dela. Eles chegam a abrir o órgão genital da moça, que aparece sangrando e avisam que ela teria se relacionado com mais de 30 homens. O vídeo não exibe o ato sexual em si.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro já identificou a menina do vídeo, ainda menor de idade. A identidade da vítima não será revelada. Um dos envolvidos na publicação, Michel, que postou o vídeo do suposto estupro coletivo no Twitter, seria morador do Rio de Janeiro. O microblog de 140 caracteres apagou o perfil de Michel.

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O site diz que esse é o procedimento padrão. 

"Amassaram a mina, intendeu (sic) ou não intendeu (sic)? escreveu o homem que se intitula como Michel na legenda do vídeo que irritou e entristeceu muitos internautas. Outro homem, sem nome identificado, tirou uma foto ao lado do corpo da jovem comemorando a violação da jovem e dizendo que provocou um "túnel" no órgão genital dela. O excesso de gírias ditas nas poucas palavras expressas pelos envolvidos nas imagens sugere que os homens sejam de algum grupo criminoso.

 O caso é investigado pelo delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Infelizmente, crimes de exposição da intimidade sem autorização estão cada vez mais comuns, especialmente com o advento da internet, tanto é que o Rio possui um setor especializado somente nesse tipo de #Crime

Internautas usam as redes sociais para prestar solidariedade à jovem violada.

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Muitos pedem justiça e outros até tecem ameaças contra os agressores. De acordo com o R7, após a publicação das imagens, a menina do vídeo foi encontrada por um homem na Praça Seca, próxima ao Centro do Rio de Janeiro. Lúcida, ela indicou onde morava e está com a família. Supostas conversas dos criminosos estão rodando a internet, mas essas não tiveram a veracidade confirmada pela polícia. Em uma dela, o homem das imagens diz que não houve estupro, mas uma "orgia consensual".