O WhatsApp decidiu entrar na briga e fazer uma ação contra o bloqueio. A notícia foi confirmada pela empresa na noite desta segunda-feira, 02, que não informou, no entanto, onde a ação será julgada. De acordo com uma liminar de um juiz do município de Lagarto, no Sergipe, o aplicativo precisa ficar fora do ar por 72 horas por não ter colaborado durante uma investigação sobre tráfico de drogas. O WhatsApp diz que não tem acesso aos dados, que são protegidos. No ano passado, outra decisão judicial tirou o programa do ar por dois dias. A notícia rapidamente ganhou repercussão em todo o mundo. Segundo o popular "Zap Zap", hoje mais de 100 milhões de brasileiros usam o serviço.

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Com a queda, o jeito foi buscar alternativas. O principal concorrente do "Zap Zap", o Telegram recebeu em poucas horas mais de um milhão de novos usuários. O número foi tão grande que o serviço também saiu fora do ar. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) repudiou a decisão, dizendo que esta foi desproporcional, afetando todos os brasileiros que utilizam o WhatsApp, mas que não poderia fazer nada em relação ao assunto. O Tribunal de Justiça do Sergipe chegou a tirar do ar por quatro horas o seu site. De acordo com a instituição, a medida foi preventiva. Grupos, como o Anonymous, conhecidos por hackearem sítios na internet, disseram que bloquearam alguns endereços de Sergipe como represália à decisão judicial.

Novamente por nota, o WhatsApp, que agora é administrado pelo Facebook, disse que estava decepcionado com a justiça brasileira. "Depois de cooperar com toda a extensão da nossa capacidade com os tribunais brasileiros, estamos desapontados", explicou a empresa à imprensa.

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O aplicativo gerido pelo Facebook lembrou que a punição não era só para o programa em si, mas para 100 milhões de brasileiros, que utilizam o aplicativo para gerirem suas empresas. De entrega de pizza à venda de roupa online, diversos comerciantes reclamaram da suspensão do WhatsApp, especialmente em um momento em que o Brasil passa por uma grande crise econômica. A proibição do serviço por 72 horas repercutiu em todo mundo. Grupos internacionais de jornalismo repudiaram a decisão do juiz de Sergipe.  #É Manchete!