Nesta sexta-feira, 17, o Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública. Agora o estado que receberá as Olimpíadas terá a ajuda do governo federal para realizar o básico, de pagamentos de servidores ao oferecimento se serviços de educação, segurança e saúde. Estima-se que o presidente em exercício dê verba de até R$ 3 bilhões à região. A situação é tão lastimável que afeta até quem já morreu. Foi essa a denúncia mostrada pelo 'RJTV', da TV Globo. Após uma fiscalização do Ministério Público, ficou constatado que pelo menos 63 corpos foram abandonados em um dos maiores hospitais da região, o Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste do estado.

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O necrotério da entidade está tão cheio que alguns corpos estavam em macas nos corredores do hospital. O que também chamou a atenção dos investigadores do Ministério Público era a falta de higiene do local. De acordo com o MP, a situação é incompatível para um hospital. A forma como os corpos estavam guardados também causou revolta em muitos telespectadores que assistiam à reportagem. Nas redes sociais, um deles escreveu: "a gente não tem direito nem mesmo de ser enterrado com dignidade". 

A reportagem mostrou que até mesmo uma das câmaras frigoríficas não funcionava bem. Ela estava sendo utilizada como depósito de outros itens. A falta de estrutura era nítida. Para fechar a porta, era necessário amarrar o item. De acordo com o RJTV, a maioria dos corpos eram de bebês.

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Ao todo, foram 36 cadáveres somente de nenéns. Outros nove adultos foram encontrados na mesma câmara frigorífera. 

Erro administrativo em hospital

Outros corpos estavam do lado de fora, em um conteiner. Um dos cadáveres está guardado ali desde o ano de 2011. Somados, os corpos chegam a 63. O problema é que muitos dos mortos não tem seus parentes localizados, ou então não possuíam dinheiro para realizar o enterro.  De acordo com promotores que participaram da incursão no Rocha Faria, o problema não é só falta de dinheiro, mas também uma falha da administração, que não consegue detectar erros tão óbvios.  #Crime #Investigação Criminal