O caso ocorreu na cidade de Três Lagoas (MT), no último dia 12 de maio. A mãe foi buscar sua filha e não a encontrou na escola. A adolescente estava do lado de fora e, quando foi localizada, afirmou que havia sido estuprada.

A mãe acreditou na história contada pela filha e ambas seguiram até a delegacia onde a adolescente, cujo nome não foi divulgado, relatou à policia que foi violentada por uma pessoa desconhecida e que o suspeito estaria em um carro preto, deixando-a na rua após o estupro. 

Com o andamento das investigações, a menina entrou em contradição. De início informou à policia que havia sofrido agressões no chão, mas não foram encontrados vestígios no local mostrado por ela.

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Também foram averiguadas as filmagens de câmeras de segurança nas casas de vizinhos da região onde supostamente ocorreu o #Crime, mas nada relevante foi encontrado.

As imagens mostravam somente a adolescente saindo da escola com amigos, entrando em uma casa e saindo poucos instantes depois. O local é conhecido na região por reunir usuários de drogas.

Nas investigações e nos depoimentos constatou-se que a menina não consumiu entorpecentes e, no exame corpo delito não foram encontrados vestígios de abuso. Ao que parece, segundo a polícia, ela estava apenas acompanhando amigos ao invés de assistir às aulas, como a mãe esperava. 

Diante dos fatos, a adolescente acabou confessando que não foi estuprada. Justificou-se dizendo que não poderia contar à mãe que havia faltado às aulas. Ao contar a verdade sobre o ocorrido, informou que não quis assistir ir à escola naquele dia.

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Encontrou um casal de amigos e foi para a casa mostrada nas filmagens. O casal resolveu 'ficar' e ela os deixou sozinhos retornando à região da escola, onde acabou sendo surpreendida pela mãe. Rapidamente inventou a história do estupro que não conseguiu sustentar até o fim. 

A menina deve responder por ato infracional de acordo com instrução prevista no artigo 340 do Código Penal. O caso será encaminhado para o Juizado da Infância e Juventude da cidade de Três Lagoas. #Casos de polícia