As advogadas Beatriz Kicis e Claudia de Faria Castro enviaram um documento ao Senado Federal nesta segunda-feira, 13, no qual pedem o impeachment do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que recentemente solicitou o pedido de prisão de quatro nomes do PMDB. O documento com o protocolo da solicitação de impedimento contra Janot foi publicado em primeira mão pelo jornalista Felipe Moura, colunista do site da Revista Veja. 

Segundo Moura, as advogadas dizem que Rodrigo Janot está tratando com diferença alguns partidos, citando o que está acontecendo na legenda do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, mas que não aconteceria, segundo elas, com tanta força no Partido dos Trabalhadores (PT), que elegeu e reelegeu a presidente afastada Dilma Rousseff. 

Os críticos de Janot alegam que para ele fazer pedidos de prisão contra nomes como Renan Calheiros, presidente do Senado, o Procurador deveria ter feito isso antes com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

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No caso da dupla, o representante da Procuradoria-Geral da República solicitou que o STF abrisse um inquérito. Janot ao pedir a investigação disse que existiam indícios muito fortes de que os petistas estariam dispostos a atrapalhar a Lava Jato. 

A questão é que Lula e Dilma foram flagrados em um áudio, no qual a presidente diz para o ex-líder sindical que o termo de posse dele como Ministro da Casa Civil estava pronto. A posse ocorreu dias depois do Ministério Público de São Paulo solicitar a prisão preventiva do marido de Marisa Letícia. Três das quatro prisões envolvendo peemedebistas também foram motivadas por escutas. Essas não autorizadas pela justiça, diferente do primeiro caso, quando o juiz Sérgio Moro concedeu o "grampo" telefônico contra Lula e acabou flagrando Dilma.

Agora quem deve avaliar se o pedido contra Janot será ou não aberto é o Senado Federal.

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Para valar o impedimento, o Congresso, assim como fará com Dilma, precisaria passar por uma votação. A constituição brasileira garante até #Impeachment dos Ministros do STF. #Governo