Nesta segunda-feira, 06, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, eleito pelo #PSDB, falou pela primeira vez sobre a morte de um menino de dez anos durante uma perseguição policial na Zona Sul. O menino morto estava acompanhado de outro garoto, de onze anos. O menor da dupla levou um tiro na cabeça de um dos policiais e morre no local. Ao comentar o caso, o tucano lembrou que uma criança morrendo é sempre uma tragédia, mas que é preciso sempre investigar para ter certeza do que ocorreu. 

Ele também comentou um vídeo que a Blasting News repercutiu. Nele, o menino de onze anos confessa que o amigo do crime estava armado e que tentou atirar nos policiais depois que o carro já estava parado.

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O governador acredita que o vídeo parece bem espontâneo, diferente do que disseram especialistas, que indicam que os policiais parecem querer respostas "certas" do garoto. Nas imagens, o menino que ajudou a roubar o carro diz que chorou muito ao ver o outro morrer e que iria parar de roubar. Ele revelou que seu sonho é ser jogador de futebol.

Apesar de dizer que as imagens parecem muito verdadeiras, Geraldo Alckmin defendeu uma investigação rigorosa. De acordo com ele, é evidente que os dois meninos estavam mesmo armados. O governador diz que outros vídeos e testemunhas indicam isso. Não sendo, portanto, uma palavra do policial que efetuou a morte da criança. O político que pode ser um dos candidatos à presidência pelo PSDB em 2018 disse que não se pode descartar nenhuma hipótese, mas que teve tiro sim.

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O caso está tendo grande investigação da Polícia. A mãe do menino, que tem seis prisões, revelou que o garoto não sabia sequer mexer em armas, mesmo com ele tendo cinco apreensões, algumas delas por roubo com mão armada. O pai do menino está preso desde 2013 por tráfico de drogas. Durante o enterro da criança, uma prima do morto, que preferiu não se identificar, relatou que ele as vezes roubava bicicletas da comunidade, mas que no fundo era um "doce".  O caso tem dividido opiniões nas redes sociais.  #Governo