Uma estudante de medicina fingiu ser descendente de escravos e morar em uma comunidade Quilombola para conseguir entrar no curso de medicina na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em Vitória da Conquista, na Bahia. A aluna de 26 anos, no entanto, não conseguiu levar a mentira muito tempo pela frente. Isso porque características pessoas levaram à uma grande investigação.

Expulsão e condenação à prisão

Nesta sexta-feira, 10, a última e pior decisão para a estudante que não teve o nome identificado. Ela foi expulsa da Uesb.  A garota inventou toda a farsa por conta do sistema de cotas, no qual as notas para o curso escolhido por ela eram bem mais baixas que a concorrência geral.

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Medicina costuma ser o curso mais disputado de todas as universidades, públicas ou particulares, no Brasil.

A Universidade explicou a expulsão dizendo que a menina cometeu falsidade ideológica. Até mesmo sua matrícula e histórico passam a não ter mais valor na instituição de ensino. Não é a primeira vez que a jovem recebe uma decisão desfavorável. No mês de março, ela já havia sido condenada pela justiça local a dois anos de prisão. A garota foi condenada por falsificar informações importantes, como o endereço. 

Ela disse no ato da matrícula que morada em uma comunidade quilombola. No entanto, descobriu-se que a garota era de classe média e vivia no centro da cidade. Tudo foi descoberto depois de uma denúncia enviada ao Ministério Público. Uma pessoa que preferiu não se identificar contou tudo para o órgão, que começou a pressionar as autoridades para apurarem o caso. 

Apesar de ter sido condenada à prisão, a agora ex-estudante de medicina ainda aguarda um recurso em liberdade. 

É bom lembrar que o sistema de cotas sempre gerou polêmica no país, mas foi crescendo nos últimos anos.

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Graças a esse sistema, muitos estudantes pobres, índios, negros e deficientes conseguiram lugares em universidades. As cotas costumam representar 20% do total de vagas. Quem não concorda com o sistema diz que o vestibular fica muito mais difícil e injusto.  #Crime