Na quinta-feira, 02, um crime surpreendente aconteceu em São Paulo e acabou em tragédia. Dois amigos decidiram roubar um apartamento na região do Morumbi, Zona Sul, mas ao ver um veículo com as janelas abertas mudaram de ideia. O carro foi furtado no momento em que passava uma patrulha da Polícia Militar no local. A partir daí as histórias contadas pela PM e por um dos meninos, de 11 anos, era semelhante até o início da sexta-feira, 02. No entanto, o garoto, detido três vezes só esse ano por suspeita de furto, mudou o seu depoimento.

Primeiro depoimento

Ao ser apreendido após o #Crime, o garoto confessou que ele e o amigo, de 10 anos, roubaram um carro.

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Em seguida, a Polícia começou uma perseguição aos depois. Eles bateram com o veículo na traseira de um ônibus. O menino de 10 anos teria atirado na polícia. Começou uma troca de tiros. Policiais alegam que não sabiam que eram crianças as pessoas que roubaram o carro. No revide, o garoto de 10 anos foi morto. 

Mudança de informações

Agora, o mesmo garoto diz que o seu amigo não atirou em ninguém. De acordo com ele, policiais mataram o menor de idade depois deste já ter sido rendido. A Polícia procura imagens de segurança do local que possam dar mais detalhes sobre o que aconteceu. Uma arma foi encontrada no carro. O menino de 11 anos diz que os seguranças colocaram a arma no local, mesma versão da mãe do jovem, que argumenta que bandido não vende pistola para criança em favela, pois sabe que isso pode dar encrenca. 

O menino foi além, dizendo que a Polícia atirou três vezes antes do carro bater, o que causa uma certa confusão com a informação anterior.

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A Secretaria Estadual de Direitos Humanos acompanha o caso. Serão realizados exames em uma luxa encontrada no corpo do menino. O objetivo da perícia é ver se existia pólvora na mãe da criança. Dessa forma, poderia ficar provada ou não a versão da Polícia Militar. A ouvidoria da PM condenou o caso. Os policiais podem ser afastados depois de tomar a atitude que acabou virando notícia.