Desde que a crise política no Palácio do Planalto se agravou, com o afastamento da presidente Dilma Rousseff e a posse do seu vice, Michel Temer, como interino, uma alternativa tem sido cada vez mais cogitada no meio político nacional como resolução do impasse no governo: a antecipação das #Eleições presidenciais. A proposta tem ganhado força sobretudo entre senadores, que veem novas eleições como uma solução plausível para a crise no Planalto, principalmente diante dos recentes escândalos envolvendo ministros do governo Temer e nomes fortes do PMDB.

Senado

Na última terça-feira (7), quando soube dos pedidos de prisão de membros da cúpula peemedebista feitos pela Procuradoria Geral da República ao STF, o senador Cristovam Buarque, do PPS do Distrito Federal, tocou mais uma vez no assunto da proposta de antecipação eleitoral.

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Ele é parte do grupo de senadores que defende a realização de novas eleições presidenciais ainda este ano. No Senado duas Propostas de Emenda à Constituição dedicadas ao tema já estão em tramitação: a 20/2016 e a 28/2016. A primeira prevê a antecipação das eleições presidenciais para este ano junto com as eleições municipais e a segunda propõe a realização de um plebiscito sobre o tema antes de realizar um novo pleito.

Segundo João Capiberibe, senador do PSB do Amapá, no dia 1º de junho já havia um grupo composto por 20 a 25 parlamentares interessados em apoiar a antecipação eleitoral no Senado. Já na última quarta-feira (8), de acordo com informação publicada em sua conta pessoal no Twitter, o senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, afirmou que o número de senadores que concordam com a proposta de convocar novas eleições teria chegado a 30.

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Apoio popular

O número apresentado por Requião é animador para a presidente Dilma Rousseff, já que com pelo menos 27 votos a seu favor ela conseguiria a quantidade mínima necessária para barrar o #Impeachment. A informação do parlamentar dá força à estratégia do PT para salvar Dilma convencendo os senadores indecisos a votarem contra o impeachment para que uma proposta de plebiscito sobre as novas eleições seja colocada em prática.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, líderes petistas no Congresso já consideram que a consulta popular seria a melhor opção para o atual impasse. No entanto, eles ainda aguardam a adesão dos movimentos sociais à proposta, já que o apoio das ruas é considerado fundamental pelo partido, principalmente para ganhar maior legitimidade e também a simpatia de Dilma, que ainda não vê a ideia como a melhor opção. De acordo com o jornal Nexo, em consulta a lideranças sociais, as principais ressalvas para o apoio da convocação de novas eleições seriam o seu possível uso como ferramenta para legitimar o Golpe e a falta de garantias de que o presidente eleito poderá governar com a permanência do atual Congresso.

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Em pesquisa divulgada na quarta-feira (8) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e a MDA Pesquisas, a proposta de antecipação do pleito eleitoral para este ano é bem vista por mais de metade da população, com 50,3%. Em contrapartida, a proporção de pessoas contrárias à proposta chega a 46,1%, mostrando que o tema ainda divide bastante as opiniões do eleitorado. #Crise-de-governo