A Senadora Gleisi Hoffmann, do Partido dos Trabalhadores (PT) do Paraná, ficou neste domingo, 26, sem um dos seus principais advogados. Isso porque o jurista Guilherme de Salles Gonçalves decidiu se entregar à Polícia Federal. Ele era um dos alvos da 'Operação Custo Brasil', um desdobramento da Lava Jato. De acordo com o G1, o advogado se apresentou no fim da tarde na sede da Polícia Federal em São Paulo.

A justiça havia expedido contra ele um mandato de prisão preventiva. Ele é suspeito de participar de irregularidades no Ministério do Planejamento, na época em que o ex-Ministro, Paulo Bernardo, chefiava a pasta. Os desvios de verba teriam atacado os créditos consignados de servidores, até mesmo de servidores aposentados durante a gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal dizem que o escritório do advogado, que trabalhou nas duas campanhas de Gleisi Hoffmann, teria recebido de forma irregular mais de R$ 7 milhões durante os anos de 2010 a 2015.

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O mesmo suposto esquema envolveu o marido da Congressista, o próprio Ministro Paulo Bernardo. Ele está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

Além das prisões, a justiça Federal chegou a expedir mandados de busca e apreensão em diversos locais, um deles foi a sede do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. Outro envolveu o próprio apartamento de Gleisi. Ela mora na cobertura de luxo com o marido em um bairro nobre da cidade de Curitiba. 

A expectativa agora é que Paulo Bernardo e Guilherme de Salles Gonçalves possam "abrir o bico" sobre tudo o que ocorreu. Eles negam participação nos esquemas de corrupção. Em uma rede social, a Congressista petista chegou a dizer que a data da prisão do marido era "um dia muito triste".

Ela teve o apoio de outros Senadores da base do #PT e até do presidente do Senado, Renan Calheiros.

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O presidente pediu explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mandado de apreensão em um apartamento com alguém com foro privilegiado, mas que foi expedido pela jusitiça comum. #Governo