Bem vazia. Foi assim que começou às 10h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira, 25, mais uma sessão de depoimentos da comissão que julga o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Nem mesmo os tradicionais defensores da representante do Partido dos Trabalhadores (PT) apareceram. De acordo com informações do UOL, a reunião de hoje ouvirá o ex-secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco José Pontes Ibiapina, e o diretor de Programas Especiais da Secretaria de Orçamento Federal, Marcos de Oliveira Ferreira..

A sessão estava marcada para ter início às 10h, mas com a falta de quórum e da presença dos defensores da petista, o presidente da mesa, Senador Raimundo Lira, decidiu esperar por mais meia hora.

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O atraso, no entanto, não foi suficiente para os petistas aparecerem. A única defensora de Rousseff que compareceu à sessão foi justamente uma que nem é do #PT, mas sim do Partido Comunista do Brasil (PC do B), Senadora Vanessa Grazziotin.

Até o fechamento desta reportagem, por volta de 11h20, quase uma hora depois da sessão começar, nem mesmo o advogado da companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Eduardo Cardozo havia chegado à comissão do impeachment. Ainda nesta quinta-feira, 24, quando petistas foram presos durante a Operação Custo Brasil, os Senadores evitaram falar sobre o assunto. No entanto, foram atacados pela advogada de acusação Janaína Paschoal, que ajudou a elaborar o documento do impedimento que foi aberto pelo então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB - RJ).

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Vanessa acusou a Senadora de estar fazendo política na Comissão e que ali não era hora daquilo. Mais cedo, Lindbergh Farias (PT - Rio de Janeiro) disse a jornalistas que a Polícia Federal estava tentando constranger a Senadora Gleisi Hoffmann (PT - Paraná). O marido dela, o ex-Ministro do Planejamento durante o governo Dilma, Paulo Bernardo, foi um dos presos de forma preventiva. O apartamento da petista, na cidade de Curitiba, foi alvo de mandados de busca e apreensão.  #Dilma Rousseff