De acordo com informações da rádio CBN em reportagem publicada nesta terça-feira, 28, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer que favorece um dos líderes do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele pede perdão à pena dada a José Dirceu, ex-braço direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O perdão seria por conta do processo do Mensalão, que assolou o governo Lula. Janot destaca que o condenado cometeu uma falta disciplinar muito grave, o que pode provocar uma diminuição da pena. 

O Procurador-Geral diz ainda que a concessão do induto, no entanto, não impede a prática do benefício de redução de pena.

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Até porque, segundo Rodrigo Janot, a falta não teria sido cometida no primeiro ano de cumprimento da pena. José Dirceu foi condenado a sete anos e onze meses no regime semiaberto, mas que depois acabou sendo revertido para uma prisão domiciliar. Esse tipo de induto foi concedido ainda em 2014. Rodrigo Janot diz que o perdão da pena pode ser dado ao prisioneiro que está em liberdade condicional, cujas penas não são superiores a oito anos. 

O Ministro Luís Roberto Barroso, que foi o relator do processo contra o Mensalão no Superior Tribunal Federal, é quem deve analisar o pedido feito pelo Procurador-Geral da República, que tem recebido acusações de grupos de direita por supostamente atuar com dois pesos, duas medidas durante análises feitas contra petistas. Janot nega esse tipo de atitude.

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Dos 24 condenados em 2011 pelo STF no processo do mensalão, onze já receberam algum induto, que é o benefício de diminuir ou amenizar o tipo de pena. 

Já são considerados homens livres, por exemplo, o ex-deputado João Paulo Cunha, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e José Genuíno. A atitude de Janot fez com que ele novamente recebesse muitas críticas nas redes sociais, especialmente porque José Dirceu já tem uma pena considerada branda e ainda teria cometido uma falta durante sua prisão. Até o momento, Rodrigo Janot não comentou as críticas feitas contra ele.  #Crime #Investigação Criminal