O ano era o de 2015. O evento a parada do orgulho gay de São Paulo, uma das maiores do planeta. A transexual Viviany Beleboni utilizou o espaço midiático para fazer uma performance contra o preconceito religioso. Ela veio em um dos trios elétricos sendo crucificada. A transexual já havia feito protestos parecidos e voltou a realizar ações do mesmo tipo neste ano, quando criticou a bancada evangélica da Câmara dos deputados, que ela nomeou de retrocesso. No entanto, agora a modelo precisará depôr à Polícia de São Paulo para explicar o porquê apareceu crucificada na Avenida Paulista.

A informação foi confirmada nesta terça-feira, 14, pelo site EGO.

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Em entrevista ao site, a advogada de Viviany, Cristiane Leandro de Novaes, revelou que a ação é um processo movido por uma associação de igrejas evangélicas. O grupo pediu o Ministério Público de São Paulo para apurar a conduta da modelo. O objetivo é saber se ao protestar ela teria cometido algum #Crime. A advogada revelou que a transexual vai se defender argumentando que não fez qualquer escárnio à religião dos outros. Para ela, a manifestação da cliente era claramente contra a perseguição que homossexuais sofrem. 

Já a modelo disse que, infelizmente, o Brasil não é um estado laico. De acordo com ela, as igrejas usam os altares para propagar política, solicitando votos. "Estamos em uma teocracia armada por pessoas que incitam o ódio", declarou ela. A transex disse ainda que tem repulsa de diversos políticos e que esses vão para o inferno, caso esse exista.

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Para ela, a condenação divina viria porque essas pessoas promovem a infelicidade dos outros. 

Nova polêmica com religião em 2016

A última manifestação de Viviany foi justamente na parada gay deste ano de São Paulo. Utilizando uma espécie de armadura dourada, ela simbolizava a justiça. O lado que mais pesava desta tinha um livro, que simulava a bíblica. "Bancada evangélica. Retrocesso", estava escrito no livro utilizado no protesto. Ela criticou nomes como Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, deputados eleitos pelo PSC.  #Investigação Criminal