Enquanto o repasse de R$ 3 bilhões prometido pela União ao Estado do Rio de Janeiro não chega, a Federação das Associações e Sindicatos de Servidores Públicos do Estado (Fasp) aciona o Supremo Tribunal Federal para garantir que até o terceiro dia útil de julho os recursos prometidos sejam direcionados para a quitação dos salários dos servidores estaduais. Segundo o presidente da entidade, Álvaro Barbosa, o repasse dado pelo governo federal não é o bastante para suprir totalmente as demandas do Estado, cujo rombo deve chegar a R$ 19 bilhões, por isso deveria haver prioridade para a remuneração de servidores ativos, aposentados e pensionistas.

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Já o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ), em parceria com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), prometeu pedir a nulidade do decreto no STF. Para o presidente da entidade, Jorge Darze, o governo estadual não deveria priorizar as Olimpíadas, mas sim o pagamento de salários, a educação e a saúde. Além disso, o SinMed teme que a decisão de racionar serviços públicos essenciais acabe por ferir o que prega o artigo 197 da Constituição Federal, correspondente à relevância pública da saúde. #Justiça #Crise econômica