Na manhã desta quinta-feira 23, o Brasil acordou com mais uma das etapas da Operação Lava Jato, a de número 31. Batizada de 'Custo Brasil', a investigação realizou a prisão preventiva de alguns nomes importantes, mandados de buscas e apreensão e também o chamado mandado de condução coercitiva, quando uma pessoa é obrigada a ir com agentes para prestar depoimento. Apesar da obrigação de seguir com a Polícia, a pessoa não é obrigada a falar nada, mas o depoimento é dado como "negativa" ou "falta de colaboração".

De acordo com informações da TV Globo, um dos que teve mandado de condução coercitiva é o jornalista e blogueiro Leonardo Attuch, editor responsável do Brasil 247.

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Ele já havia aparecido nas investigação da Lava Jato como suspeito de ter recebido dinheiro por serviços não executados. O site a que Leonardo está vinculado, no entanto, publicou uma nota negando as informações.  Segundo o 'Brasil 247', "esta (é) uma boa oportunidade para esclarecer quaisquer dúvidas relacionadas a seus contratos com clientes e fornecedores". A página diz que não processe a informação do mandado e que seu jornalista foi prestar depoimento porque foi "convidado". Isso, segundo a nota, "atendido de forma voluntária e espontânea". 

A suspeita é que o blogueiro que defende a permanência de Dilma do poder possa ter recebido dinheiro desviado de estatais e contratos federais para realizar a defesa. Quem também acordou com a Polícia Federal na sua porta foi o ex-Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

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Ele, no entanto, teve pedido de prisão preventiva expedido. Paulo Bernardo trabalhou durante as gestões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também na gestão de Dilma. Ele é marido da Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (#PT) no Paraná. A mulher do ex-Ministro não é alvo dessa operação, já que segundo a Veja, não houve qualquer pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Paulo é acusado de direcionar  licitações em favor de uma empresa de tecnologia e informática para gerir créditos consignados de funcionário públicos.  Os subornos com a prática teria chegado aos R$ 100 milhões. #Governo