O reajuste oferecido por Temer ao programa Bolsa Família nesta quarta-feira (29) foi motivo de muito rebuliço no Twitter, que tem sido palco de muitos "escândalos" envolvendo os governistas. Se fosse uma sessão da Câmara ou Senado, um ia atropelar o outro falando, como costumam fazer.

Já pela manhã a presidente afastada Dilma Rousseff escreveu na rede social que o "o #Governo provisório" não iria realizar o pagamento do reajuste do Bolsa Família, como já prometido em seu governo. Tratava-se de um aumento de 9%, não pago pelo governo atual.

Uma cerimônia no Palácio do Planalto, marcada para às 11h30, inicialmente iria tratar dos recursos da educação, mas a programação foi alterada e a cerimônia incluiu o Bolsa Família.

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A "presidenta" não deve ter consultado o perfil do interino e tão pouco o do Planalto, pois uma hora antes já haviam noticiado o aumento.

Já Temer consultou as redes sociais, pois em seu discurso não deixou de citar que " alardeava-se também que o atual governo iria prejudicar os de classe sociais" nais baixas.

Falou ainda que, conforme informações passadas por Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, "o programa não recebia reajuste há dois anos e o aumento prometido pela presidente afastada Dilma Rousseff em maio não seria suficiente."

O aumento foi dado apesar de dados apontarem que o Governo Federal registrou o maior déficit primário da história para meses de maio: R$ 15,494 bilhões.

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Segundo Temer, o aumento está de acordo com as condições econômicas do governo e "não altera em nada a questão orçamentária". 

Os beneficiários do programa devem começar a receber o reajuste a partir do próximo dia 18, fazendo com que a folha de pagamento passe de R$ 2,23 bilhões para R$ 2,5 bilhões. O bolsa-família passará de R$ 77 para R$ 85.

Temer não descartou em seu discurso a possibilidade da finalização do programa, porém disse que ,"enquanto houver estrema pobreza", o Bolsa Família irá permanecer. Ainda segundo ele é "concepção cívica" a continuidade de programas que deram certo. #Michel Temer #Dentro da política