O deputado federal Jair Bolsonaro, eleito pelo PSC do Rio de Janeiro, tornou-se réu em duas ações penais aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 21. O pré-candidato à presidência pela legenda que tem ainda Marco Feliciano e Alexandre Frota terá que responder por incitação ao #Crime de estupro. Além disso, o deputado carioca recebeu uma queixa-crime por injúria por ofender a deputada federal Maria do Rosário, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Sul. A ofensa aconteceu durante uma discussão em 2014 sobre o estupro. Os inquéritos do STF foram aprovados por quatro Ministros e negados por um deles.

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Relembre o caso

O caso aconteceu no final de dezembro de 2014, quando o Plenário da Câmara tinha uma discussão bem acalorada sobre mudanças no crime de estupro. Na época, Bolsonaro ainda era filiado ao Partido Progressista (PP), que também aparece como réu na ação. De acordo com o parlamentar na ocasião, ele não "estupraria" Maria do Rosário porque ela "não merecia".

Maria do Rosário é uma das aliadas da presidente afastada Dilma Rousseff e chegou a ocupar o cargo de Secretária dos Direitos Humanos. Após o Supremo aprovar os inquéritos, Bolsonaro foi questionado por jornalistas se tinha arrependimento pela declaração. Ele respondeu à pergunta com uma resposta: "Você não joga futebol, né?

0 X 0 no jogo político - cartão vermelho do STF

Bolsonaro disse que o tipo de discussão que ocorreu no Plenário era muito comum no meio político.

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Ele comparou a disputa à uma partida de futebol. Segundo Bolsonaro, ele recebeu uma entrada desleal de Maria do Rosário, mas acabou a agredindo fisicamente, não se redimindo assim da culpa que tem. ".Depois do que aconteceu, todos se arrependem", confessou ele. 

Pedido de reflexão ao STF

No entanto, o político diz que na ocasião foi chamado de "estuprador" pela deputada e que por isso, acabou falando a frase polêmica que agora o tornou réu no Supremo."Desculpas que eu peço é para a sociedade, que foi desinformada sobre a verdade dos fatos", disse ele, que solicitou que os Ministros do Supremo refletissem melhor sobre a questão.  #É Manchete!