A Câmara de deputados através de seu Conselho de Ética, acabou dando nesta terça-feira, 28, uma decisão que acabou provocando muita polêmica. Um processo contra o deputado Jair Bolsonaro, eleito pelo PSC do Rio de Janeiro, pode fazer com que ele perda até o seu mandato. Ele foi acusado de faltar com o decoro no dia 17 de abril, quando aconteceu a votação contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara, que decidiu pelo prosseguimento do impeachment. Na ocasião, Bolsonaro fez uma homenagem ao Coronel Brilhante Ustra, acusado de ter torturado Dilma durante o regime militar. 

Pesquisas mostram crescimento de parlamentar 

O processo contra o carioca foi aberto justamente em um momento importante.

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Ele aparece em média com 5% das intenções de votos, mesmo antes de tudo ocorrer de forma legal. Quem aparece na frente da disputa não chega a 20%, devido à grande antecipação das pesquisas eleitorais.

O episódio da menção ao militar polêmico

Nas redes sociais, os defensores de Bolsonaro criticaram o fato de no Conselho de ética só estarem presentes quatro parlamentares. No entanto, de acordo com o regimento interno, não existe um número mínimo de deputados para a sessão. O assunto rapidamente repercutiu nas redes sociais, já que o parlamentar é um dos pré-candidatos à presidência. Depois de sua ascensão, as acusações contra ele aumentaram. Jair também teve na semana passada um inquérito aberto contra ele pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de estimular o estupro ao dizer que a deputada Maria do Rosário, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Sul, não merecia ser estuprada. 

Brilhante Ustra foi um dos comandantes do DOI-Codi (Destacamento de Operações Internas) de São Paulo.

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Ele atuou na década de 70 no regime militar e é considerado um "torturador". O Coronel faleceu no final do ano passado acometido por um câncer. O pedido de análise pelo Conselho de ética contra Bolsonaro foi realizado pelo Partido Verde. A legenda pede a cassação do mandato do político. No dia em que fez a menção, Jair votou contra Dilma na Câmara dos deputados.  #Governo #Crime