De acordo com a pesquisa do Instituto Teotônio Vilela, em 2015 o Brasil fechou mais de 2 milhões de postos de trabalho, tornando-se um dos países líderes na geração de pessoas desempregadas. O país acabou alcançando o maior índice registrado entre mais de 60 países. De acordo com José Aníbal, presidente do Instituto, entre os meses de janeiro a maio de 2016, a taxa do número de pessoas sem ocupação subiu ainda mais.

Segundo o estudo, nunca houve tantas consequências que afetassem o mercado de trabalho em um curto espaço de tempo. No início de 2015, o número de desempregados no país alcançava pouco mais de 6 milhões. Agora, esse índice subiu para mais de 11 milhões.

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Nesse momento, estamos entre os líderes no ranking entre os países em recessão, atrás somente da Nigéria, que vem sofrendo com os ataques constantes do grupo terrorista Boko Haram. Como consequência desses ataques, houve uma queda no preço do petróleo e mais de 2 milhões de nigerianos perderam seus empregos em 2015.

Logo em seguida está a Rússia, com mais de 300 mil desempregados, seguida pelo Irã e Índia. Para Aníbal, com o agravamento da crise, as empresas acabam demitindo seus funcionários e acabam não optando pela retomada. Durante o estudo, foi avaliado como comportam-se as principais economias da América Latina, exceto da Bolívia, que não apresentou seus dados em 2015. De acordo com a pesquisa, o Brasil também apresentou destaques negativos em relação aos níveis de proporção dos brasileiros.

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A taxa subiu de 6% em abril para 9% em maio. Por conta desse critério, estamos entre os piores dados do mundo.

Dentro do grupo dos 60 países avaliados, mais de 40 conseguiram manter estável o índice de #Desemprego. Para José Ramos, professor de economia da Universidade de Brasília (UNB), o atual desempenho do país, se deve à queda da economia brasileira. ''O nosso Produto Interno Bruto está entre os que mais encolheram perante o mundo, como consequência, aumenta o número de desempregados '', conclui o professor Ramos. #Curiosidades #Crise econômica