Neste fim de semana, o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, através de sua equipe, anunciou sanções à Dilma Rousseff. De acordo com uma reportagem do jornal 'O Estado de São Paulo' em matéria publicada nesta segunda-feira, 06, o peemedebista decidiu boicotar a representante do Partido dos Trabalhadores (#PT) para fazer uma espécie de enfrentamento com a legenda que elegeu o ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva.

A primeira medida adotada por Temer foi mudar o comportamento do Ministério da Casa Civil. A medida que mais repercutiu foi vetar o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) pela líder do PT.

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Agora Dilma só pode ir de casa, no Rio Grande do Sul, até Brasília, onde ela tem uma espécie de segunda moradia provisória, o Palácio da Alvorada. Antes, Rousseff podia viajar para onde bem entendesse. Ela usava dinheiro público para isso, inclusive, em comícios em que pregava que existe um "golpe parlamentar" em curso no país.

Temer cortou até cartões corporativos da equipe de Dilma. Agora ela só pode usar o dela e com despesas pessoais. O comentário é que Rousseff aproveitou o afastamento para gastar demais, já que a conta ficaria com o peemedebista. Em uma rede social, a petista disse que não era uma pessoa qualquer e só faltou pedir tratamento "vip", alegando que sua posição faz com que ela se torne um alvo, precisando assim ter segurança reforçada. O papo não colou e se Dilma quiser viajar, precisará agora pagar com dinheiro do próprio bolso, ou então, é claro, com o dinheiro de seu partido e de empresários. 

Neste domingo, 05, até o Ministro da Cultura, Marcelo Calero, criticou a tese do golpe adotada por Dilma.

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Ele é conhecido por ter ido a reuniões com artistas. De acordo com ele, a manifestação em Cannes, que teve Sônia Braga, acabou sendo quase infantil. Calero argumenta que não há golpe, fazendo um comparativo com os anos do regime militar, quando se posicionar poderia levar à morte. Ele citou que existem protestos dos dois lados e que a liberdade vigora. Que continue assim.  #Governo #Dilma Rousseff