A defesa da presidente afastada Dilma Rousseff simplesmente decidiu abandonar a Comissão do impeachment contra a petista na noite desta quinta-feira, 02. A discussão contava com a presença do ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que esperneou após não conseguir incluir os áudios do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, na defesa contro o impedimento. Cardozo disse que estava indo embora porque os Congressistas da Comissão estavam tentando violar o direito de Dilma se defender. Até mesmo o grupo mais aguerrido que defende Rousseff decidiu sair junto com o ex-Ministro da Justiça.

Nomes como Gleisi Hoffmann (#PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), que passaram horas falando sobre questões de ordem e tentando proteger a presidente afastada Dilma, simplesmente não continuaram até o final da reunião da comissão.

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Para não interromper de vez a sessão e dar o direito de defesa da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Juliana Magalhães, Consultora Legislativa da Câmara dos deputados, atuou como advogada.

Por volta das 20h30, um grande tumulto prejudicou o andamento da Comissão. Isso porque o presidente da Comissão, Senador Raimundo Lira, eleito pelo PMDB da Paraíba, decidiu que a votação dos requerimentos deveria ser efetuada por blocos partidários e não individualmente. O objetivo dos Senadores vinculados à Dilma era que todos os requerimentos - 86 - fossem votados um a um, de forma individual, o que demoraria dias e retardia cada vez mais o julgamento final de Rousseff.

Acredita-se entre os aliados do Partido dos Trabalhadores (PT) que uma demora na votação do impeachment poderia beneficiar Dilma.

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Isso porque quanto mais tempo o presidente em exercício, Michel Temer, fica no #Governo, novos problemas aparecem e ele tem que mostrar resultados em diversos campos em que o Brasil vai mal, como no alto número de desemprego e inflação. 

Cardozo chegou a dizer que a manobra de Raimundo Lira era uma "chicana". Em seguida, ele se retirou da comissão. "Não tenho condições neste momento, diante do que aconteceu nessa comissão, de aqui permanecer", disse o advogado de Dilma.