Às vésperas das olimpíadas e ameaçado pelo Estado Islâmico, o Brasil está vulnerável a uma crise de segurança, revelou nesta terça-feira (14) o comandante geral da marinha brasileira, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira. O franco depoimento foi dado durante uma entrevista coletiva realizada no navio-veleiro Cisne Branco, no Rio de Janeiro.

De acordo com o comandante, os cortes no orçamento da marinha impactaram negativamente os projetos de segurança em andamento. O militar acredita que a marinha brasileira não tem o grau de prontidão que deveria ter, deixando o país vulnerável em suas fronteiras marítimas.

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Citando as ameaças do #Estado Islâmico, o almirante afirmou que o país pode enfrentar, a qualquer momento, uma crise na área de segurança.

O comandante comentou ainda o estado deplorável dos equipamentos. De acordo com ele, os navios estão envelhecidos e sua manutenção é custosa. "Essa é nossa preocupação para ameaças de maior nível. Temos muitas carências neste momento", afirmou. As aeronaves também são muito antigas. "A cada vez, o número de aeronaves com que podemos contar diminui, e algumas têm que ser mudadas no curto prazo", contou.

A marinha brasileira teve um corte de orçamento na ordem dos R$ 4 bilhões, ou cerca de 30% do que estava previso para 2016. Um dos projetos prejudicados é  o Programa de Construção de Submarinos da Marinha do Brasil (Prosub). O primeiro submarino nuclear brasileiro, que estava previsto para entrar em operação no ano de 2023, agora só ficará pronto em 2027.O Programa Nuclear teve seu orçamento cortado pela metade.

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Mesmo com as ameaças e com a realização das olimpíadas, o Brasil optou por relaxar o controle de suas fronteiras. De acordo com o comandante, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras foi suspenso por tempo indeterminado. 

Impactos nas olimpíadas

Apesar de todos os problemas, Eduardo Ferreira acredita que os cortes orçamentários não vão prejudicar a segurança dos jogos olímpicos. Ele explicou que trata-se de uma operação muito simples, em área restrita e com baixo nível de ameaça. Durante a competição a marinha será responsável pela área marítima do Rio de Janeiro e pelo bairro de Copacabana. #Terrorismo #Rio2016