A Revista Veja publicou nesta quinta-feira, 23, uma curiosa história envolvendo um consulado que nunca existiu. Em janeiro neste ano, os aiatolás iranianos começaram a fazer esforços para mostrar a comunidade internacional que tudo no país segue na mais perfeita normalidade. A decisão ocorreu depois de acordo nuclear firmado pelo país, que até então sofria com sanções na economia. Um relatório feito por uma entidade americana, a 'Center for a Secure Free Society', no entanto, mostra que mesmo antes das sanções econômicas acabarem, o Irã já operava clandestinamente na América Latina, inclusive no Brasil. 

De acordo com o analista de segurança da entidade, Joseph Humire, o governo iraniano criar empresas de fachada, como de exportação de carne para levar espiões do país para todo o mundo.

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Segundo ele, a estratégia teve início em 1979, logo depois da Revolução Iraniana. Em 2013, durante o governo da presidente afastada Dilma Roussseff, o Irã teria criado um consulado na maior cidade do país, São Paulo. No entanto, mesmo com endereço registrado na Receita Federal, o local nunca serviu para atividades diplomáticas. 

Uma imagem do Google Maps exibe o que é, na verdade, uma aparente modesta casa em um dos bairros mais caros de São Paulo, o Morumbi. No local, ao invés do suposto consulado iraniano, eram registradas várias empresas iranianas. A maioria delas no setor de carnes. Até mesmo uma agência de viagens internacionais foi criada no local. Mas não é só. É também a partir do suposto consulado, que muitos iranianos dizem que tem endereço fixo no Brasil. 

De acordo com documentos da 'Center for a Secure Free Society', o iraniano Morteza Ghorbanian Siahkalroudi, que moraria de verdade no suposto consulado, também criou uma empresa por lá e pode estar ajudando compatriotas a se estabelecerem fora do país.

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Além da espionagem, o temor da organização americana é que o consulado de mentirinha esteja lavando dinheiro. O Itamaraty confirmou à Veja que não reconhece nenhum prédio diplomático no local apontado pela reportagem.  #Dilma Rousseff #Impeachment