Nesta quarta-feira, 08, aconteceu mais uma reunião da Comissão do Impeachment na Senado Federal. Novamente o dia terminou com grande derrota para o Partido dos Trabalhadores (PT) e para a presidente afastada Dilma Rousseff. A defesa da petista, representada pelo ex-Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, tentou aprovar que a comissão fizesse uma perícia em todos os documentos da acusação. Isso poderia fazer o processo de impedimento demorar ainda mais. Hora o #PT tenta apressar o rito. Em outros momentos tenta atrasá-lo. Tudo, é claro, dependendo do clima político do país. 

No entanto, para o desespero dos que defendem Dilma, o pedido foi negado.

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Existia uma esperança petista na aprovação, já que o presidente da Comissão, Raimundo Lira, eleito pelo PMDB da Paraíba, e Antônio Anastasia, tucano de Minas Gerais, tinham aprovado que existisse a perícia parcialmente. A única rejeição da dupla é que essa investigação fosse realizada por uma empresa internacional. Até Senadores precisariam trabalhar como auditores da perícia do suposto crime da presidente. 

A defesa de Rousseff usou essa estratégia depois de passar meses negando que ela tenha cometido o crime de responsabilidade fiscal, a base do impeachment. No entanto, após um pedido do Ronaldo Caiado, do Democratas de Goiás, o Senado teve o direito de votar a questão. E não deu outra. O PT, Lula, Dilma e Cardozo perderam de novo. “O Brasil, a Câmara, o Senado, o TCU, o STF, a sociedade, todos estão conscientes do crime fiscal cometido, apurado e julgado”, disse Ronaldo Caiada, lembrando que não tem como fazer perícia de assinatura de decreto, afinal, a própria presidente confirmou que assinou os documentos, mas que para ela isso não é nenhum crime. 

A auditoria poderia ajudar uma tese de Lula e Cardozo.

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Isso porque o crime de responsabilidade contra Dilma é baseado em contas de 2014. Os dados de 2015 ainda não foram fechados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Aos poucos, a legenda buscaria idealizar a campanha de 'Diretas Já', pedindo novas eleições do Brasil e trabalhando com isso para reverter votos no Senado. #Governo #Dilma Rousseff