Os #Jogos de azar nunca foram bem vistos no Brasil, por isso desde o Império havia proibição à prática no País. Nos anos 1920, o então presidente Epitácio Pessoa chegou a liberar a existência de cassinos em balneários para incentivar o turismo, mas a medida não foi bem-sucedida, principalmente pela ação de juízes, governadores e prefeitos contrários à ideia.

Foi apenas mais tarde, durante a Era Vargas, que os cassinos viveram o seu auge no País. A partir dos anos 1930 o governo começou a incentivar a construção de cassinos, uma medida de Getúlio Vargas para ganhar o apoio das elites da época. Como não era permitido haver anúncios dos jogos, os cassinos anunciavam apenas os shows que recebiam.

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Com a saída de Vargas, em 1945, assumiu o poder o general Eurico Gaspar Dutra. Durante a campanha, Dutra contou com o apoio dos cassinos e seus proprietários, todos contrários ao candidato concorrente, brigadeiro Eduardo Gomes, que prometeu acabar com os estabelecimentos caso fosse eleito. No entanto, meses após vencer a eleição, Dutra decidiu aprovar o decreto-lei que instituiu a proibição dos jogos de azar no país que vigora até hoje.

Entre os supostos motivos, estaria a intenção do novo presidente em eliminar os traços do governo anterior, já que os cassinos seriam locais de apoio ao ex-ditador. Há também a versão de que o ministro da Justiça de Dutra, Carlos Luz, detestava jogos de azar e conseguiu convencer o presidente a proibi-los. Por fim, existe a história de que a proibição ocorreu por influência da primeira-dama, Carmela Dutra, bastante religiosa e adepta do combate da Igreja Católica ao ambiente “viciado e libidinoso” dos cassinos.

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#Legislação