O Brasil vive uma ameaça iminente de terrorismo. A informação foi divulgada através de documentos exclusivos obtidos pela revista Veja. Os documentos fazem parte da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Eles revelam a força do #Terrorismo na internet 3.0. Grupos utilizam aplicativos, como o Telegram, para se comunicarem com aliciadores do Estado Islâmico. Um deles seria Ismail al-Brazili, que publica vídeos voltados ao público brasileiro. As ameaças contra o Brasil começaram ainda no ano passado, quando um dos chefes do Estado Islâmico, Maxime Hauchard, escreveu no Twitter a seguinte mensagem: "Brasil, vocês são o nosso próximo alvo".

Atitudes criminosas online

Em maio foi criado um site exclusivamente voltado para pessoas que falam língua portuguesa.

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Nesse site, apologias à armas e limpeza "racial" são realizadas. Além disso, o noticiário sobre o grupo terrorista também tem destaque. Pessoas sendo decapitadas e cidades atingidas por bombas são referenciadas em vídeos que ganham os cliques dos brasileiros. 

Medo dos Lobos Solitários

A Abin descobriu a estranha plataforma assim que ela foi criada. Agora as forças de segurança nacionais monitoram quem acessa, quanto tempo fica cada internauta e com quem ele está se comunicando. O objetivo é saber até que ponto o interesse de brasileiros os levariam a realmente cometer algum ataque terrorista. Um dos maiores medos é que aconteça um ataque feito pelos chamados "lobos solitários", quando uma única pessoa acaba realizando sozinha uma matança. Algo parecido aconteceu na semana passada em Orlando, na Flórida, quando um atirador matou 49 pessoas em uma boate gay.

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Quem é Al-Brazili?

Al-Brazili é um dos mais conhecidos recrutadores da internet. Alguns dos perfis são retirados do ar por conta do seu alto poder ofensivo. No entanto, os terroristas vão criando perfis novos. O militante ajuda a divulgar um aplicativo que ajuda brasileiros a se comunicarem com o Estado Islâmico. Para isso, além de vídeos, ele usa dos blogs. O homem conta que também passou pelo processo de recrutamento. De acordo com a revista Veja, ele foi recrutado Abu Khalid Al-­Amriki, um americano conhecido por conta do grupo. Esse terrorista, no entanto, já teria sido morto em uma batalha na Síria.